Dizia o comercial de uma marca conhecida que quando nasce um bebê, nasce uma mãe. É a frase sobre a maternidade mais sintética – e verdadeira – que já vi. Ela resume tudo. Porque só quando se tem um filho entende-se o significado desse amor. Os homens compreendem um pouco menos, mas a paternidade deve lhes fazer valorizar a própria mãe.

Filho não vem com manual, mas quem o pariu (de útero ou de coração) sabe – sempre – o que fazer e como melhor fazer. O carinho materno cura até o choro mais ferido. E é tão bom saber disso…

Os sintomas de noites mal dormidas se desfazem no primeiro sorriso da manhã que recebemos. Pelo olhar da criança a gente recebe um “mãe eu te amo” que faz qualquer coisa valer a pena.

E não há flor que tenha melhor perfume que o cheiro de bebê que se espalha pela casa. Nem brisa mais suave do que o toque de sua mãozinha no rosto daquela que o amamenta. É uma troca intensa e inexplicável.

A amamentação deveria ser sagrada, tamanha a sua plenitude e importância. O vínculo criado, acredito que já mais se desfaça. Como a natureza pode ser tão sábia e criar tão econômico, simples e essencial alimento? Como sempre ouço dizer: isso é de Deus.

O Dia das Mães é só uma data, mas ela se faz importante para elevar aquela que deixa um pouco de si, todos os dias, para dar o melhor aos seus filhos. Ela dorme poucas horas na madrugada, pois precisa acordar alternadas vezes para amamentar, e no outro dia vai trabalhar como quem teve o sono dos justos.

A mãe posterga os seus afazeres, o seu lazer ou o que tiver programado para atender a um choro, para dar um colo, para abraçar, para acariciar e para brincar.

E a casa, que antes era de uma organização impecável, fica temporariamente decorada pela arquitetura da infância. Brinquedos espalhados pelo chão se tornam indício de um lar feliz. Porque onde tem bagunça tem criança feliz, tem risadas e uma mãe realizada.

Concluo dizendo que, quando nasce um bebê, nasce sim uma mãe. Nasce também a saudade, a cumplicidade, o silêncio, a delicadeza, a amizade e a vontade de viver mais. Quando nasce um bebê a vida renasce.

 

Desejamos um feliz e carinhoso Dia das Mães

Aline Schonarth*

* Esse texto foi escrito pela autora há cerca de três anos e publicado, na época, em veículo impresso, sendo reprisado nesta semana.

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